Perspectivas
Perspectivas sobre risco, confiança e investimento em tecnologia: agentes de IA, criptografia pós-quântica, pentest e governança de segurança para quem decide.
- Só 37% das empresas conseguem tomar de volta a chave de um agente de IA. O risco não está no modelo. — Se a sua empresa está colocando agentes de IA para trabalhar, a pergunta não é se eles vão errar. É o que eles conseguem abrir quando errarem, ou quando alguém os enganar.
- O mundo vai gastar US$ 2,67 trilhões em IA em 2026. Para proteger a própria IA, cerca de 0,1% disso. — Se você aprova orçamento de IA, precisa saber em que linha da planilha está a proteção do projeto. Os estudos abaixo mostram que, na maioria das empresas, essa linha não existe na primeira semana e aparece depois, como custo de incidente.
- Uma IA enviou 1.060 relatórios de falhas em 90 dias e chegou ao topo do HackerOne. O pentest acabou? — Se a sua empresa contrata um pentest por ano para fechar a auditoria, precisa entender o que mudou. Competições, benchmarks e um ataque real apontam para o mesmo lugar: achar falha ficou barato. Decidir o que ela significa, não.
- Uma IA conduziu até 90% de um ataque sozinha. Quem responde por isso na sua empresa? — Se você senta no conselho ou responde por segurança, a pergunta deixou de ser se o CISO vai continuar existindo. Os casos e estudos abaixo mostram um cargo que acumula cada vez mais culpa e cada vez menos poder de decisão, justo quando as máquinas começaram a agir sozinhas.
- Um prontuário médico precisa ser guardado por 20 anos no Brasil. A criptografia que o protege vai durar tanto? — Se a sua empresa guarda segredos que precisam continuar segredos por uma década ou mais, a pergunta que importa não é quando o computador quântico vai chegar. É quanto tempo cada segredo precisa sobreviver a tecnologias que ainda não existem.
- Europa, Reino Unido e Estados Unidos marcaram 2035 para abandonar a criptografia atual. Para quem decide em 2026, isso não é futuro. — Se você aprova a matriz de risco da empresa, falta nela uma variável que o pós-quântico deixa evidente: quanto tempo levamos para reagir. Quando a preparação leva uma década, um evento distante deixa de ser um risco baixo.
- Só 23% das empresas dizem conseguir trocar rápido a própria criptografia. O que falta na planilha é o direito de mudar. — Se você aprova contratos de tecnologia, precisa acrescentar um critério que quase nunca aparece na avaliação: quanto custa abandonar essa escolha. A migração para a criptografia pós-quântica está mostrando o preço de quem não pensou nisso.
- Em 2029, um certificado digital vai valer no máximo 47 dias. O seu conselho sabe quantos a empresa tem? — “Quantos a empresa tem?” Muitos mais do que alguém consegue lembrar. O problema não é o número, e sim ninguém controlar quando cada um vence.